Não medi a distância que medeia entre aqueles pórticos que suportam aquela sinalização luminosa, mas é bem capaz de estarem afastados entre si, não mais que uns duzentos metros. Mas não é tanto pela distância em si, que nos afeta a todos os utentes da via, mas pela não necessária permanência dos "holofotes" vermelhos, amarelos e verdes, acesos a toda a hora, obrigando as viaturas a parar a cada passo, sem que do lado direito, haja trânsito que justifique tal aberração. Aqueles dois portões - um por cada semáforo - só abrem praticamente duas vezes por ano: que é durante a Queima das Fitas e no Circuito Automóvel da Boavista (quando este se realiza).
Nas horas de ponta, então, é ver aqueles aglomerados de carros a parar nos vermelhos, sabendo os seus condutores que nenhum trânsito circula dos portões para fora. É um autêntico para-arranca, com os inevitáveis custos em combustível, material, energia elétrica, emissão de gases para a atmosfera e uma grande dose de paciência, a par da incrudelidade de quem atura tais aberrações engendradas pelos cabeças iluminadas. Ainda por cima com a agravante de, um pouco mais adiante, talvez mais cem metros, existirem mais semáforos. Estes, sim, necessários, no cruzamento de, e para Matosinhos, muito perto da entrada norte do Parque da Cidade, onde, por esta ordem de ideias, seria bem mais justificável - que não de primeira necessidade - devido ao considerável movimento de viaturas, ligeiras e autocarros, aquando das saídas.
Eu nem critico a presença física daqueles pórticos, quase siameses, que só fazem falta uma ou duas vezes ao ano, mas tão somente pelo facto de não se darem ao trabalho de desligar a sua iluminação durante os cerca de trezentos e muitos dias que restam no ano.
Será que os responsáveis pela façanha nunca circulam por ali? Se não, é bom que por lá passem, ao menos uma vez, por estes dias. Se tanto se apela à austeridade, então que sejam essas entidades, que projetam mamarrachos como estes, os primeiros a dar o exemplo.
Nós, utentes, estamos à espera que um destes dias se faça luz nos cérebros dos inventores de tal malfeitoria e mandem desligar aquelas alampadazinhas coloridas, ou então que deixem apenas as amarelas intermitentes.
Sem comentários:
Enviar um comentário