A MARATONA
― Onde se fala das
diversas Maratonas ―
Nunca, em tão pouco tempo, li e
ouvi tantos disparates no que concerne à formatação e designação da prova de
atletismo, conhecida, em todo o planeta, como a MARATONA.
É verdade que, no antigamente, dentro
das décadas de 40, 50 e 60 do século passado, os meios de comunicação eram bem
mais restritos e limitados do que aqueles que hoje se encontram ao dispor do
cidadão comum. Não há termo de comparação possível. Eu ainda sou do tempo em
que nem havia televisão, quanto mais!... Apenas por volta dos meus catorze anos (1958), comecei
a ver, na montra do “Manel das Telefonias”, na rua Batalhoz, no Cartaxo, um aparelho,
em forma de paralelepípedo, que debitava umas figuras mescladas, aqui e ali, de
sombras e riscos, para gáudio dos transeuntes que por ali passavam e eram compelidos a parar, por força da novidade. Muitos daqueles,
de olhos ávidos de movimento, paravam e entrincheiravam-se no passeio, com a barriga
mesmo encostada à montra, a fim de tirar o melhor partido possível da posição
que lhe fora conferida pela ordem de chegada. A malta, da qual eu também fazia
parte, não ouvia patavina do que vinha do interior daquele caixote mal concebido
(arquitetonicamente falando), pois que, através da forte vidraça, nem um mísero
decibel extravasava para o exterior. Mas, como todo aquele aparato era
novidade, o pessoal já se considerava feliz só por ver os “bonecos” a movimentarem-se
de um lado para o outro, e vice-versa.
Contudo, o rádio, aquele fantasmagórico
aparelho que também fazia parte da mobília de uma qualquer taberna, e mais parecia
uma caixa de fósforos gigante com um favo de colmeia na frente, já uma magra percentagem
da população do meu concelho se dava ao luxo de o possuir. E era neles, ou em galenas concebidas e fabricadas pelos
mais dotados, que se sabiam algumas coisas daquelas que se passavam no mundo. Assim
o Salazar o autorizasse. Só passava para o exterior, aquilo que os fidelíssimos
“homens do lápis azul” permitiam.
Os jornais também existiam. Em
Vale da Pinta nunca vi outros senão “O Século” e o “Diário de Notícias”. Mas a
“marca” pouco importava, porque além da sua leitura ser à borla, na barbearia do Zé Bedo ou numa das muitas tabernas da terra, desde que se conseguisse
deitar a mão ao diário (porque a concorrência era enorme), já o fulano se
sentia prendado. Mas, em termos de filtragem de notícias, o estratagema era
idêntico ao da rádio.
Toda esta conversa, para
estabelecer uma miríade de diferenças entre esses remotos tempos e os dias de
hoje, 2ª década do século XXI. Pois fiquem sabendo os mais novos que, apesar do
défice de informação que nos chegava, sempre havia uns dados, umas notícias,
que iam escapando aos filtros da ditadura e, desse modo, acabavam por possibilitar
o nosso acesso ao conhecimento. Tanto assim era que, desde esses tempos imemoriais, fiquei a saber que uma maratona, quer se realizasse no Cartaxo ou no Bangladesh, tinha, mais coisa menos coisa, cerca de 42km, ou seja 42,195km, para ser mais preciso. Pôde o Salazar cercear muito do conhecimento universal ao seu povo, mas não a distância de uma maratona. Desde que não fosse um assunto que o 1º
ministro de então considerasse tabu, o povo até podia saber, como foi o caso. E o caso que aqui
me traz hoje, tem precisamente a ver com o estar ou não informado. Eu preferia
dizer: estar corretamente informado. É que pode fazer a sua diferença.
Comecemos então:
Sou assinante do quinzenal “O Povo do Cartaxo”. Como resido longe e gosto de estar a par dos
acontecimentos do meu concelho, sinto tal avidez pela sua chegada à minha caixa
do correio, que, mal o desdobro, me embrenho na completa leitura das suas páginas;
nem os anúncios escapam. Por isso foi sem dificuldade que li, na página 12, “Trilhos de Pontével”, uma notícia,
sobre o IX Passeio BTT, que informava da realização daquela prova, a qual
alguém definiu como uma maratona de 60km e uma outra, que seria uma meia-maratona de 30km. Ora
como eu, nessas pretéritas e longínquas décadas, como acima disse, escutei, li e vi, algures, a
história da maratona, porque razão se chamava assim, e qual a sua distância, estranho
que, ainda hoje, se confunda essa histórica prova com umas outras, com diferentes distâncias, e até em diferentes modalidades, que há pouco
tempo foram concebidas como, por exemplo, o ciclismo, ainda que na vertente de BTT. Ainda há uma semana li um artigo no facebook da “Rádio
Cartaxo”, que anunciava uma maratona pedestre, a realizar em Março, creio que no Cartaxo, com
80km, e uma meia com 40km. Sim, se uma unidade era 80, por força das
circunstâncias, por exclusão de partes e associação de ideias, a meia-maratona tinha que, forçosamente ser 40. Eu até comentei no “sítio”, mas como
ninguém se justificou ou anulou o “post” informativo, e, a par disso, sai esta
nova desinformação na organização dos “Quarentões”… E o concelho do Cartaxo até tem o privilégio de possuír dois grandes campeões: o Marco Chagas (ciclismo) e o Rui Silva (atletismo), a quem, à priori, podiam ter perguntado algo sobre o assunto.
Era bom que se desse alguma
atenção a estes casos, pois eles em nada contribuem para a formação e informação
das pessoas que os leem. Gralhas e lapsos são uma coisa a que ninguém escapa, nem o mais "pintado", no entanto, negligenciar ou tentar
modificar realidades oficialmente estabelecidas, são outras completamente
diferentes. Portanto, no sentido de não se vir a tomar a nuvem por Juno, aqui deixo
alguns dados recolhidos na NET acerca da MARATONA. | |
Maratona é uma das provas mais longas, desgastantes e difíceis do
atletismo olímpico. Ela é disputada na distância de 42 195
m (42,195 km) desde
1908. É tradicionalmente o último evento dos
Jogos Olímpicos.
[editar] A maratona lendária
No ano de 490 a.C. quando os soldados atenienses partiram para a planície de
Marathónas para combater os persas na
Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da
batalha, marchariam sobre
Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.
Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.
Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego
Milcíades ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta
Filípides, que corresse até Atenas, situada a cerca de 42 km dali, para levar a notícia. Filípides correu essa distância tão rapidamente quanto pôde e, ao chegar, conseguiu dizer apenas "vencemos", e caiu morto pelo esforço.
No entanto,
Heródoto conta que, na realidade,
Filípides foi enviado antes da batalha a
Esparta e outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera de correr duzentos e quarenta quilômetros em dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas
Seja como for, cerca de 2400 anos mais tarde, em 1896, nos primeiros
Jogos Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação dessa prova cuja distância era de 40 km, mas que desde 1908 está estipulada em 42,195 km.
[editar] Maratonas desportivas
Em
1896, durante os primeiros
Jogos Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação da prova. No início, a distância a ser percorrida era de cerca de quarenta km, a mesma que separava Maratona de
Atenas. O grego
Spiridon Louis foi o primeiro campeão olímpico de maratona. Na edição de
Estocolmo 1912, o português
Francisco Lázaro morreu durante a prova.
Nos
Jogos de 1948 em
Londres, a distância da maratona olímpica foi estabelecida. Até aí, a distância era variável, embora sempre próxima dos quarenta km. Para que a família real britânica pudesse assistir ao início da prova do jardim do
Palácio de Windsor, o comitê organizador aferiu a distância total em 42 195 metros, que continua até hoje.
A mais antiga maratona anual do mundo é a
Maratona de Boston, nos
Estados Unidos, disputada em todo feriado do Dia do Patriota, na terceira segunda-feira de abril, desde
1897.
As maiores maratonas mundiais constituem o circuito
World Marathon Majors (WMM), estabelecendo um prêmio no valor de um milhão de dólares para o melhor classificado feminino e masculino, no final da temporada.
Pertencem ao WMM as maratonas de
Boston, de
Londres, de
Berlim, de
Chicago e de
Nova York.
Atualmente, o recorde mundial pertence ao queniano
Patrick Makau, que no dia 29 de Setembro de 2011, em
Berlim, estabeleceu o tempo de 2h 03m 38s.
Anteriormente, dois atletas de língua portuguesa já quebraram o recorde mundial da maratona: o português
Carlos Lopes em
Roterdão, em
1985, com 2:07.12 e o brasileiro
Ronaldo da Costa em
Berlim, em 1998, com 2:06.05.
A primeira prova oficial de maratona feminina foi nos
Campeonatos da Europa de Atletismo em
Atenas em 1982, prova ganha pela atleta
Rosa Mota.
A maratona feminina foi introduzida nos
Jogos de Los Angeles em
1984. A portuguesa
Rosa Mota ganhou a medalha de bronze e, quatro anos depois em
Seul, alcançou a medalha de ouro.
Uma prática comum durante as competições de maratona é a participação de corredores conhecidos como
pacesetters, ou "lebres", em português. A função deles é servir de guia para os demais competidores, o que acirra a competição e facilita a obtenção de recordes. Esta prática, entretanto, é usada apenas em maratonas anuais pelas cidades do mundo que tem grandes patrocínios e pagam grandes prêmios em dinheiro, e geralmente no intuito de perseguir melhores tempos. Nas maratonas oficiais da IAAF e do COI, não existem este tipo de corredores contratados.
- O percurso deve seguir estradas pré-determinadas.
- Os competidores não podem correr sobre terra ou relva.
- A cada cinco quilômetros, estações de descanso devem estar disponíveis. Os corredores não podem descansar em locais não especificados pelo comitê organizador.
- Qualquer corredor que receba ajuda externa será automaticamente desclassificado.
- Se a equipe médica determinar que um atleta não tem condições de continuar a corrida, o corredor deve se retirar imediatamente.
[editar] Os melhores corredores de sempre
Em outubro de 2011, Fauja Singh com 100 anos de idade, completou a maratona de Toronto em 8 horas 11 minutos e 5.9 segundos, tornando-se no mais velho e primeiro centenário a completar a prova
[3].
O vinho do Cartaxo tem este poder de aumentar as vistas!
ResponderEliminarE com uma vantagem acrescida: é que, mesmo no Inverno, quando se treme de frio, o seu grau raramente desce abaixo dos 13º.
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